Foto: Ton Molina/STF
O Batalhão de Polícia do Exército informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que realizou a transferência para a Polícia Federal das armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. A comunicação foi encaminhada à Corte nesta segunda-feira (6).
De acordo com o documento, seis armas foram repassadas à PF. Outras duas não foram incluídas na entrega porque, segundo o Exército, não estavam sob sua responsabilidade no momento do cumprimento da determinação judicial.
O recolhimento do armamento foi determinado por Alexandre de Moraes após decisão que manteve Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Na mesma decisão, o ministro também suspendeu a autorização para porte de arma do ex-presidente.
A medida foi adotada depois que uma arma registrada em nome de Bolsonaro foi localizada com um de seus seguranças particulares, fato que levou o STF a reavaliar a situação do armamento vinculado ao ex-chefe do Executivo.
Apesar de a investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal não ter identificado irregularidades na documentação das armas, o ministro considerou que a permanência do registro e da posse de armamentos não é compatível com as condições impostas pelo regime de prisão domiciliar.
A defesa de Jair Bolsonaro sustenta que todas as armas vinculadas ao ex-presidente permanecem armazenadas em instalações militares e afirma que o armamento sempre esteve sob controle das autoridades competentes.
Bolsonaro segue em prisão domiciliar após condenação no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado. Além das restrições impostas pela Justiça, o ex-presidente permanece em tratamento médico para recuperação de um quadro de pneumonia bacteriana.