Durante meses, os EUA e Israel monitoraram os movimentos do líder supremo. Os métodos usados são secretos, embora o presidente americano, Donald Trump, tenha feito alusão a eles em uma publicação nas redes sociais.
Isso pode ter sido uma fonte humana relatando informações, mas é mais provável que tenha sido um rastreamento técnico de indivíduos iranianos.
Na guerra de 12 dias que aconteceu em junho de 2025, Israel teve como alvo cientistas e funcionários ligados ao programa nuclear iraniano e, segundo relatos, usou a infiltração em sistemas de telecomunicações e telefonia móvel para entender a movimentação de indivíduos.
O Irã sabia que o líder supremo estava na mira de seus inimigos e, ainda assim, a incapacidade de identificar e neutralizar essas vulnerabilidades nos meses seguintes sugere uma falha profunda na segurança e na contrainteligência iranianas — ou evidencia a capacidade de Israel e dos EUA de adaptar continuamente seus métodos para encontrar novas formas de rastreá-lo.
A informação forneceu conhecimento prévio suficiente sobre os movimentos do líder supremo e de outros oficiais para que fosse possível planejar um ataque usando aviões capazes de disparar mísseis de longo alcance.
Em vez de um ataque isolado para decapitar o líder, o plano era que este ataque sinalizasse o início de uma campanha mais ampla, e ele foi antecipado para aproveitar a janela de oportunidade.
Os caças israelenses podem levar cerca de duas horas para chegar a Teerã, mas não está claro de que distância eles são capazes de disparar suas munições.
Quando a decisão foi tomada, os jatos israelenses teriam usado 30 bombas para atacar o complexo por volta das 9h40 do horário local.
Isso pode ter acontecido porque o líder supremo ainda utilizava um bunker subterrâneo abaixo do complexo para sua proteção, embora não fosse um dos mais profundos do regime.