Foto: SESAP/ASSECOM
O Comitê Regional de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal das 2ª e 8ª Regiões de Saúde, se reuniu nesta quarta-feira (17) para discutir e propor iniciativas para enfrentamento das situações que levam à morte materno-infantil e fetal.
A reunião teve como público-alvo membros que compõem o Comitê da II URSAP e as referências técnicas municipais da Vigilância do Óbito, sendo conduzida pela presidenta do grupo, enfermeira Vilcelânia Alves Costa.
Este órgão foi instituído em 2024 e tem caráter interinstitucional e multiprofissional, podendo ser consultivo, educativo, técnico e científico visando à prevenção dos condicionantes de óbitos materno, infantil e fetal, propondo medidas e ações para reduzi-los e para aprimorar a qualidade da assistência à saúde prestada à mulher.
“A redução da mortalidade materna está relacionada a ações que qualifiquem melhor tanto a assistência durante o pré-natal quanto o atendimento no parto e no puerpério. O pré-natal é de extrema importância, pois, a partir do momento em que a mulher realiza um acompanhamento adequado, com no mínimo seis consultas, conseguimos prevenir tanto a mortalidade materna quanto a infantil”, afirmou a presidenta do Comitê Regional, Vilcelânia Alves Costa, acrescentado que , “ é fundamental cuidar da vida e da saúde das mulheres. É um compromisso coletivo, que passa também pelo fortalecimento da autonomia e do protagonismo feminino”, complementa.
Segundo ainda o Comitê, a mortalidade materna continua sendo um dos mais graves problemas de saúde pública nas Américas, refletindo profundas desigualdades nos sistemas de saúde e nas condições de vida das mulheres. Embora alguns países tenham alcançado, a taxa permanece elevada. Estima-se que mais de 90% das mortes maternas poderiam ser evitadas com acesso oportuno e adequado a serviços de saúde de qualidade.
"As principais causas diretas dessas mortes incluem hemorragias obstétricas, hipertensão gestacional (pré-eclâmpsia e eclâmpsia), infecções e complicações decorrentes de abortos inseguros", afirma Vilcelânia Costa.