Um caso registrado recentemente em uma praia do Rio Grande do Norte reacendeu o debate sobre o uso de animais de grande porte em atividades de tração. Um animal, após puxar uma charrete sob forte calor, acabou se deitando na areia, visivelmente exausto, chamando a atenção de banhistas e defensores da causa animal.
O veterinário e defensor dos direitos dos animais, Dr. Heider Irinaldo, manifestou repúdio à situação, classificando o episódio como um exemplo claro de sofrimento extremo. Segundo ele, submeter animais a longas jornadas de trabalho, altas temperaturas e esforço físico excessivo configura maus-tratos.
"Quem conhece de cavalos, burros e jumentos sabe que ele se deita, é porque ele chegou em um grau máximo. Esse tipo de conduta deve ser denunciada, deve ser combatida e deve ser penalizada." Destacou, Heider.
Dr. Heider também criticou a omissão do poder público e defendeu a criação de políticas públicas eficazes que promovam a substituição gradual dos veículos de tração animal por veículos motorizados, por meio de programas de permuta e incentivo aos trabalhadores que dependem dessa atividade para sobreviver.
“O Rio Grande do Norte e todo o Brasil precisam avançar. É possível garantir dignidade aos trabalhadores sem condenar os animais a uma vida de dor e exaustão”, afirmou.
O veterinário reforça que a discussão não é apenas sobre proteção animal, mas também sobre saúde pública, turismo responsável e evolução social. Para ele, enquanto medidas concretas não forem adotadas, cenas como essa continuarão a se repetir, expondo animais a condições incompatíveis com o bem-estar e a legislação vigente.
