O Google Chrome é uma das principais ferramentas de navegação atualmente. (Imagem:Pexels)
O Rio Grande do Norte passou a ocupar a primeira posição no Nordeste em acesso à internet nos domicílios. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua 2025, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 94,4% das residências potiguares utilizaram internet no último ano, o equivalente a mais de 1,21 milhão de domicílios.
O percentual representa um avanço em relação a 2024, quando 92,3% dos lares tinham acesso à rede. A proporção de domicílios sem utilização de internet caiu de 7,7% para 5,6%. Em comparação com o início da série histórica, em 2016, quando um em cada três domicílios não utilizava internet, a redução foi de mais de 28 pontos percentuais.
Com esse desempenho, o Rio Grande do Norte superou Sergipe e passou a registrar a maior proporção de domicílios conectados entre os estados nordestinos.
A pesquisa também aponta que 87,4% da população potiguar com 10 anos ou mais acessou a internet pelo menos uma vez nos três meses anteriores ao levantamento. Entre os que permaneceram desconectados, os principais motivos foram a falta de conhecimento sobre como utilizar a tecnologia (43,7%) e a ausência de necessidade percebida (38,2%).
O acesso à internet ocorre principalmente por banda larga fixa, presente em 93,8% dos domicílios conectados. A banda larga móvel aparece em 71,3% das residências, enquanto 65,1% contam com os dois tipos de conexão.
Escolaridade influencia acesso à internet
Os dados evidenciam diferenças no uso da internet conforme o nível de escolaridade. Entre as pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, 75,5% utilizaram a rede. O índice sobe para 89% entre quem concluiu o ensino fundamental e ultrapassa 90% entre os demais níveis de instrução.
A evolução é significativa quando comparada a 2016. Naquele ano, apenas 36,6% das pessoas com menor escolaridade utilizavam internet.
Chamadas de vídeo e aplicativos lideram o uso
Conversas por chamadas de voz ou vídeo foram a atividade mais realizada pelos usuários potiguares na internet em 2025, alcançando 95,2% dos entrevistados. Na sequência aparecem o envio de mensagens por aplicativos (89,7%), assistir a vídeos, séries e filmes (88,5%), uso de redes sociais (84,7%) e consumo de músicas, rádio ou podcasts (83,2%).
Entre os usos menos frequentes estão vender ou anunciar produtos e serviços (9,3%), jogar pela internet (26,6%), acessar serviços públicos digitais (34,1%) e realizar compras online (44,8%). Outro dado mostra que 97,3% dos usuários acessam a internet diariamente.
Celular chega a quase nove em cada dez potiguares
A posse de telefone celular para uso pessoal também aumentou. Em 2025, 87,4% da população potiguar com 10 anos ou mais possuía o aparelho, o equivalente a mais de 2,65 milhões de pessoas. O Rio Grande do Norte registrou o segundo maior percentual do Nordeste, atrás apenas de Sergipe. Entre quem possui celular, 97,2% utilizam o dispositivo para acessar a internet. Para aqueles que não têm aparelho, os principais motivos apontados foram não saber utilizá-lo (36,1%) e considerar que não há necessidade (25,3%).
Computadores ainda são minoria nas residências
Apesar do avanço da conectividade, o computador continua distante da realidade da maioria dos lares potiguares. Segundo o IBGE, 66,9% dos domicílios não possuíam microcomputador nem tablet em 2025, o equivalente a cerca de 862 mil residências. Mesmo assim, o estado apresentou o menor percentual de domicílios sem esses equipamentos entre os estados nordestinos.
O levantamento também identificou diferença de renda entre os grupos. Nos lares sem computador ou tablet, o rendimento domiciliar per capita médio foi de R$ 1.068. Já nas residências com pelo menos um desses equipamentos, a renda variou entre R$ 3.080 e R$ 3.771.
Celular supera televisão e rádio como principal equipamento
O telefone celular está presente em 97,1% dos domicílios potiguares, enquanto apenas 2,9% das residências não possuem qualquer tipo de telefone.
A televisão permanece em 90,8% dos lares, mas 9,2% das residências já não contam com o aparelho, o segundo maior percentual do Nordeste. Entre os domicílios com TV, 79,4% recebem sinal aberto e 92,2% utilizam aparelhos de tela fina.
O acesso à TV por assinatura continua restrito. Apenas 20,4% dos domicílios possuem o serviço, enquanto quase 80% não são assinantes. A principal justificativa para a ausência da assinatura é a falta de interesse, apontada por 63,5% dos entrevistados. Já os serviços pagos de streaming de vídeo estão presentes em 31,4% dos domicílios com televisão.
Outro equipamento que perdeu espaço foi o rádio. Em 2025, apenas 43,1% das residências do Rio Grande do Norte possuíam o aparelho, primeira vez que o indicador fica abaixo de 50% desde o início da série histórica da pesquisa.