Em audiência de custódia, a influenciadora Deolane Bezerra presa sob acusação de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) alegou que foi detida no exercício da profissão de advogada e se emocionou quando ouviu sobre a filha, Valentina, de 9 anos.

Ela entrou na mira da polícia após investigadores identificarem que a influenciadora recebeu transferências bancárias de uma transportadora criada pelo PCC para branqueamento de valores. Segundo a investigação, as transações não foram justificadas por prestação de serviços advocatícios, mas como “fechamento” das contas mensais da empresa.

Deolane, no entanto, alegou que estava no exercício da profissão. Na época, ela acompanhava o processo de Diogenes Gomes Barros, preso por roubo na Penitenciária de Irapuru, no interior paulista, e identificado pela investigação como integrante do PCC. Ele é pai de Valentina.

“Excelência, eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos eu advogava. É um processo bem antigo, de 2019, 2020. Eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, que eu fui presa por estar advogando, por uma quantia de R$ 24 mil depositada em minha conta, por um cliente que consta no próprio relatório da polícia o meu acompanhamento ao cliente”, declarou.