Mulheres em situação de violência ou que cuidam de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras podem acessar teleatendimento gratuito em saúde mental pelo SUS. O serviço, oferecido pelo Ministério da Saúde, está disponível para mulheres de todo o Brasil e amplia o acesso ao cuidado, especialmente para quem enfrenta dificuldades de deslocamento, falta de tempo ou outras barreiras para buscar atendimento presencial.

A iniciativa faz parte do Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres e disponibiliza até 100 mil teleatendimentos mensais. O serviço também contempla mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que exercem atividades de cuidado de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

No Rio Grande do Norte, o atendimento remoto amplia as possibilidades de acesso à proteção e ao cuidado em saúde mental, permitindo que mulheres recebam acolhimento sem precisar se deslocar até uma unidade de saúde. A medida busca garantir que nenhuma mulher precise enfrentar situações de vulnerabilidade sozinha, oferecendo uma porta de entrada para o cuidado e, quando necessário, articular o cuidado com a rede de saúde local.

“A proposta é oferecer o teleatendimento diretamente à população como uma primeira forma de acolhimento e de início do plano terapêutico. Depois, esse cuidado será articulado com a rede local, no estado e municípios. Onde essa rede ainda não estiver disponível, o Ministério da Saúde continuará oferecendo o atendimento remoto. A saúde da mulher é prioridade absoluta para nós”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.