O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado Federal, acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de "atropelar regras de competência, distribuição e a própria Justiça Eleitoral" para favorecer o presidente Lula e seu grupo político nas eleições. Em nota assinada neste domingo (27), Marinho afirmou que Dino estaria criando uma "jurisprudência de conveniência" para permitir a circulação de conteúdo considerado falso.

O posicionamento foi dado após o ministro derrubar decisão que removeu 1.125 publicações que faziam associação de apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, a um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Rogério Marinho traçou um contraste entre a atuação de Dino em diferentes situações. "Invoca liberdade de expressão para proteger uma informação contestada, enquanto já esteve no centro de controvérsia sobre quebra de sigilo para identificar fonte jornalística de uma foto verdadeira sua", declarou o senador.

O líder da oposição também criticou o que chamou de "burla do princípio do juiz natural e da distribuição de processos pelo Ministro Dino, coincidentemente em ações que interessam ao PT".

Para Rogério Marinho, em plena disputa eleitoral, "o STF não pode ser instrumento de interferência política". Ele cobrou que o Senado Federal exerça suas competências constitucionais de apurar crimes de responsabilidade e que o ministro Edson Fachin, presidente do STF, "aja para preservar a normalidade constitucional e impedir que a Corte seja transformada em tribunal de exceção eleitoral".