Segundo informações de pessoas próximas ao ex-dirigente, ele estava internado a mais de seis meses em um hospital particular da capital do Pará, e sofria com complicações decorrentes de uma cirurgia na cabeça realizada para a retirada de um tumor anos atrás.

Ele será velado na tarde deste domingo, a partir das 13h, em uma capela particular localizada na Avenida José Bonifácio, em Belém, próxima da sede da Federação Paraense de Futebol, comandada pelo dirigente entre 1998 e 2016. Já o sepultamento será na manhã desta segunda-feira, 14, em um cemitério na cidade de Ananindeua.

Coronel Antônio Carlos Nunes teve uma trajetória marcada por passagens interinas pela presidência da CBF em um período de forte instabilidade na entidade. Presidente da Federação Paraense de Futebol por quase duas décadas, Nunes foi eleito vice-presidente da CBF em dezembro de 2015 e assumiu pela primeira vez o comando da entidade em 2016, durante uma licença de Marco Polo Del Nero.

Em fevereiro de 2017, voltou à presidência da CBF após o afastamento definitivo de Del Nero, permanecendo no cargo até abril de 2019, quando Rogério Caboclo assumiu a entidade. Durante esse período, um dos episódios de maior repercussão ocorreu na votação para a sede da Copa do Mundo de 2026, quando Nunes votou pelo Marrocos, contrariando o apoio da Conmebol à candidatura conjunta de Estados Unidos, Canadá e México.

A trajetória de Nunes na CBF também teve uma terceira passagem pelo comando da entidade, em 2021, quando assumiu temporariamente após o afastamento de Rogério Caboclo. Com isso, o Coronel Nunes ficou associado a diferentes momentos de transição na principal entidade do futebol brasileiro, ocupando a presidência em períodos de mudanças no comando da CBF.