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O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPC), vinculado ao Sistema Fecomércio RN, divulgou os dados completos da Pesquisa de Perfil dos Participantes e Percepção dos Empresários sobre o Mossoró Cidade Junina 2026. O estudo apresenta um panorama detalhado sobre o impacto do evento na economia local, destacando tanto aspectos positivos na infraestrutura e atração de turistas quanto gargalos operacionais e queda nos indicadores financeiros.
O levantamento ouviu 709 frequentadores e 301 empresários locais, apresentando margem de erro aproximada de 4 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O público total do evento foi estimado pela Prefeitura de Mossoró em 1.403.036 participantes.
1. Infraestrutura e Avaliação do Público
Em relação à avaliação da estrutura física e logística do evento por parte do público, os serviços básicos mantiveram índices de aprovação elevados:
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Segurança pública e privada: 94,5% de aprovação.
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Alimentação: 91,4% de aprovação.
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Organização geral: 91,0% de aprovação.
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Estrutura do evento: 90,9% de aprovação.
Em contrapartida, outros indicadores registraram insatisfação ou percentuais mais baixos de avaliação positiva:
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Preços cobrados: 52,5% de aprovação.
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Acesso e mobilidade urbana: 73,2% de aprovação.
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Atrações musicais: 70,9% de aprovação.
A avaliação referente às atrações musicais registrou um recuo de 16,1 pontos percentuais em comparação com a edição de 2025, figurando como a maior variação negativa entre os quesitos pesquisados.
2. Composição do Público e Impacto do Turismo
A divisão do público participante indicou maior presença de moradores da cidade, embora os visitantes externos tenham respondido pela maior fatia do impacto financeiro:
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Residentes locais: 56,8% dos participantes.
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Visitantes e turistas: 43,2% do público total.
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Movimentação financeira: O público visitante respondeu por 65,5% da movimentação econômica estimada.
Quanto à origem geográfica dos participantes não residentes:
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O estado do Rio Grande do Norte concentrou 81,5% do público total.
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A participação de turistas oriundos do Ceará cresceu de 8,6% para 12,4%.
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Os visitantes vindos de Fortaleza subiram de 5,9% para 8,5%.
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A presença de turistas da capital, Natal, permaneceu estável em 10,0%.
3. Desempenho Empresarial e Mercado de Trabalho
Entre os 301 empresários consultados — dos quais 73,8% são Microempreendedores Individuais (MEI) ou Microempresas (ME), e 73,0% possuem até cinco colaboradores —, a pesquisa identificou alterações na dinâmica de funcionamento e rentabilidade durante o período festivo.
Redução Operacional e Faturamento
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Tempo médio de funcionamento: Recuou de 19,6 para 17,2 dias.
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Fluxo diário de clientes esperados: Teve queda de 20,4%, passando de 107,2 para 85,3 clientes/dia (no setor de serviços, a redução esperada foi de 30,6%).
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Faturamento médio diário: Registrou redução de 24,8%, caindo de R$ 3.652,80 em 2025 para R$ 2.747,77 em 2026.
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Expectativa de receitas: 45,5% dos comerciantes esperavam faturar até R$ 1.000,00 por dia, e a proporção de empresários prevendo faturamento inferior ao ano anterior subiu de 17,5% para 37,9%.
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Investimento médio: Ficou em R$ 9.784,21 (queda de 27,9% em relação ao ano anterior), sendo que 66,8% realizaram aportes de até R$ 5.000,00.
Empregabilidade Temporária
Apesar do recuo nos valores médios de faturamento, o indicador de contratação de mão de obra temporária registrou alta:
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31,6% dos negócios contrataram trabalhadores temporários, avanço de 6,6 p.p. em relação a 2025.
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No setor de Serviços, a taxa de contratação atingiu 44,2%, ante 16,2% no Comércio Varejista.
4. Comparativo por Setores Econômicos
| Indicador | Comércio Varejista | Setor de Serviços | Média Geral / Total |
|---|---|---|---|
| Investimento Médio | R$ 12.849,48 | R$ 7.257,68 | R$ 9.784,21 |
| Faturamento Diário Médio | R$ 3.371,61 | R$ 2.233,57 | R$ 2.747,77 |
| Efeito Positivo Percebido | 67,6% | 58,8% | 62,8% |
| Efeito Negativo Percebido | — | 21,2% (alta de 5,2 p.p.) | 16,9% |
| Contratação Temporária | 16,2% | 44,2% | 31,6% |
No balanço geral, 62,8% dos empresários consideraram o impacto do evento positivo para seus negócios (recuo de 1,7 p.p. ante 2025), 20,3% avaliaram como indiferente e 16,9% consideraram negativo (aumento de 3,4 p.p.).
5. Demandas e Sugestões do Setor Produtivo
Ao serem questionados sobre quais áreas necessitam de intervenção prioritária nas próximas edições, os empreendedores indicaram:
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Melhoria da grade de atrações musicais: 24,3% (ante 4,5% na pesquisa de 2025).
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Trânsito e mobilidade urbana: 17,6%.
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Divulgação e marketing: 14,0%.
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Estacionamento e infraestrutura: 13,0%.
Ficha Técnica
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Fonte dos dados: Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPC) / Sistema Fecomércio RN / CNC / Sesc / Senac.
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Amostra do público: 709 participantes entrevistados.
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Amostra empresarial: 301 empresas entrevistadas (54,8% Serviços / 45,2% Comércio).
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Parâmetros estatísticos: Nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em 4 pontos percentuais.